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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Fios com elasticidade

Depois de um loooongo tempo sem escrever, heis que encontro um tempinho para atualizar esse querido, porém, ligeiramente abandonado blog. Desculpem-me pela demora.

Nesse tempo pude ter algumas experiências nessa minha paixão pelo crochê: abri uma loja virtual, fechei a loja virtual (por falta de tempo); conheci novos fios; novas paixões; algumas frustrações.

Hoje vou falar de uma dessas experiências novas: Os fios com elasticidade.

Quem trabalha com crochê sabe que o verão de 2015 trouxe de volta os até então conhecidos bustiês, agora rebatizados de top cropped, como também os biquínis, maiôs, bodys e toda a moda praia crochê, que, até então, só era lembrada pelas saídas de praia.

Pois bem, antigamente (eu falo do auge dos meus mais de 20 anos de experiência com crochê) não tínhamos tantas opções de fios, limitados ao algodão, e, na cidade onde eu morava, no interior do Ceará, o único fio encontrado era o Cléa, da Círculo, e você os utilizava pra qualquer propósito - da decoração à moda praia, daí, se você quisesse fazer moda praia em crochê, tinha que se contentar com isso e dar seu jeitinho com amarrações e elásticos.

Isso já não é mais a única opção, nos dias de hoje. Existem por aí fios que possuem elasticidade e com eles as peças ficam naturalmente adaptáveis ao corpo sem a necessidade se inserir outro artifício para esse fim e ainda oferecem um conforto que, diria eu, não achei em nenhum outro fio.

Infelizmente no Brasil, eu só encontrei o Verano da Círculo.
Na página do produto é possível encontrar as características técnicas do fio:

Composição: 100% poliamida
Novelo de 50g com 165m - (Tex 302)
Quantidade de cores: 14
A seguir, vou listar alguns prós e contras desse fio, que pude utilizar bastante.

Contras 

 Preço - Sim, o que sempre fala mais alto: o bolso. Média de 12 reais o tubo.

Quantidade - 50g, na minha opinião, é muito pouco para uma média de 12 reais o tubo, convenhamos.

Torção - Na verdade não é a torção em si que é um contra, como citarei logo mais, mas sim um defeito que encontrei várias vezes. O fio simplesmente diminui a espessura como se tivesse desmanchando seu entrelaçamento, continuando assim por vários metros, e, do nada, volta ao normal. É um desperdício enorme e uma extrema falta de respeito com o consumidor que é subordinado a pagar caro por haver somente essa opção de fio elástico no mercado nacional. E o mais 'engraçado' é que eu só achei esse defeito na cor azul royal (cor 0615)! Mesmo em tubos de lotes diferentes. O que me leva a crer que é algum defeito na linha de produção. Atenção controle de qualidade da Círculo!

Acabamento - Eu poderia citar essa característica no tópico acima, como torção, afinal é uma consequência dela. Porém, é tão chato, mas tão chato, que merece um tópico só para ela. Quando se termina o trabalho e se corta o fio, a pontinha do entrançamento do fio fica soltinha sendo extremamente difícil esconder. Eu ainda não encontrei um bom acabamento para escondê-la. Queimar, enfiar para trás, amarrar, nada funciona e a maldita ponta vai soltar, prepare-se!

Cores - Como visto acima, apenas 14. Muito pouco.

Disponibilidade - Assim como os fios diferenciados, você vai penar para encontrar uma loja que venda, e quando encontrar, será bem caro e o estoque vai embora rapidinho.

Prós


TEX - Eu adoro trabalhar com fios com espessura mais grossa, por volta de 280 a 310, que, para mim, são os ideais pois têm boa produtividade. Eles fazem o trabalho crescer rápido sem parecer mal feito e sem perder a delicadeza característica do crochê. Ponto pro fio nesse quesito.

Elasticidade - Ao tocar o fio somente, até dá pra pensar que ele não estica muito não. Eu tive essa sensação quando comprei pela primeira vez - pela internet - e recebi em casa. Logo pensei: 'putz, perdi a grana'. Porém, a elasticidade só é percebida após a confecção do trabalho. Os primeiros pontos são chatíssimos mas logo que o trabalho vai atingindo umas 10 carreiras, é possível entender sua elasticidade, rs.

Conforto - Devido ser um fio elástico, ele se adapta aos movimentos do corpo e não os limita. Não fica a sensação de 'estou amarrada' que alguns fios proporcionam, quando usamos peças de crochê.

Cores - É um contra, é um pró. A cartela de cores, apesar de limitada, é vibrante. Não desbota e dá pra brincar bem, com imaginação, quando se pretende misturar e harmonizar cores, usando as técnicas que mostrei no post de harmonia de cores.

Singularidade - eu não sei se todo mundo vai me entender, mas quem precisava de um fio para moda praia há mais de 20 anos e finalmente achou, certamente vai. É realmente importante um fio elástico na hora de confeccionar uma peça que exija essa característica e saber que é possível encontrar um, ainda que com todos os defeitos, é realmente um alívio.

Torção - É um defeito, como citei, por ser mal feito, mas o tipo de torção - na verdade um entrelaçamento que lembra muito a Correntinha da Fios ideal - é ótima na hora de crochetar (Somente nessa hora!). A agulha não desfia o fio tão facilmente e a fibra do fio não aparece.

Enfim, essas são minhas impressões. Abaixo alguns trabalhos feitos com esse fio.
Confesso que moda praia não me anima muito em relação ao crochê. Acho que, por mais que os fios tenham evoluído, ainda é bem chatinho usar crochê em contato com água, pois o fio absorve muita água, pesa que fica com um formato estranho no corpo. Sendo assim, tenho pouca coisa a mostrar.
Se tiver alguma novidade, alguma opinião, deixe seu comentário aí. E mais uma vez, desculpem pela demora!





terça-feira, 9 de setembro de 2014

Como harmonizar cores

Ultimamente eu estou muito ligada em cores fortes, vibrantes.

Eu adoro misturar cores, inventar cartelas e sabemos que para criar peças bacanas é importante saber harmonizar cores. E sabemos também que isso não é uma tarefa fácil.

Para falar de cores, vou utilizar aqui de alguns conhecimentos um pouco ligados ao meu trabalho (Beeeeeem pouco ligado mesmo pois sou programadora, rs).

Existe um conceito conhecido como Teoria das Cores, onde são estudados vários fatores, como: Proveniência de cada cor, como elas afetam no humor, no marketing, seus significados, etc.

O ideal é você estudar todos esses temas e entender o porquê de tudo, mas, convenhamos, não temos tanto tempo pra isso. Então eu vou focar aqui no Disco Cromático, que pode ser uma ferramenta muito útil na hora de escolher sua cartela de cores.

O que é o Disco Cromático?


Discos cromáticos são sistemas de cores onde elas são organizadas de acordo com a percepção do olho humano. Nelas são dispostas todo o espectro de cores visível ao olho humano ou seja,  todas as cores que um ser humano com plena saúde consegue enxergar.

Um disco cromático se parece com isso:

'Muito prazer, eu sou o Disco Cromático'

O Disco cromático é 'dividido ao meio' separando as cores quentes das cores frias:



Tá... E o que isso tem a ver com crochê?

Bom, toda vez que queremos fazer uma peça colorida (normalmente para aproveitar as sobras de linhas) bate aquela dúvida de como 'combinar' as cores. Nem sempre a gente acerta e é bem comum você encontrar roupinhas feitas de qualquer maneira e que ficam horríveis (eu já fiz isso, rs). É uma aflição só.

Com o disco cromático, você consegue harmonizar (e não combinar, como sempre dizemos) as cores adequadamente, de modo que elas não ficam estranhas e pareçam mais naturais os nossos olhos *.

Como utilizar o Disco Cromático


Existem algumas 'técnicas' de utilização desse disco, que envolvem a relação das cores entre si.

Vou apresentar aqui as mais básicas e simples de entender :

Cores Complementares: São cores opostas entre si no disco. Elas apresentam alto contraste entre si, e causam melhor efeito visual. São as minhas combinações preferidas. Essa composição sempre funciona e sempre gera elogios. São exemplos: verde com vermelho, amarelo com lilás. São casamentos perfeitos.



Cores Análogas: são cores vizinhas no disco. Elas são mais parecidas entre si também eu normalmente eu utilizo para substituição uma da outra. Por exemplo: preciso de uma cor coral mas não encontrei um fio com essa cor, posso substituí-lo perfeitamente com um laranja ou até vermelho sem comprometer a harmonia das cores.



Cores Tríades: Essas cores estão formando um triângulo de lados iguais no disco. Por exemplo: roxo, azul e laranja. Elas quebram um pouco o contraste forte encontrado nas cores complementares.




Cores Monocromáticas : Não são necessariamente parte do disco, pois estão dispostas em linha no raio do disco e são formadas do mesmo conjunto (quentes ou frias, verdes, amarelos etc): Exemplo: Vinho, vermelho, chiclete e rosa. Elas são bastante utilizadas nas composições 'ton sur ton' (tom sobre tom). Há que se ter cuidado com esse tipo de cartela pra não criar uma peça entediante aos olhos.

Cores Monocromáticas

Cores Compostas: Podem ser usadas em conjunto com as análogas ou com as complementares. Funciona assim: adiciona-se uma cor vizinha à que estamos usando. No exemplo que dei na cor complementar, se adicionamos um verde claro, teremos uma cartela complementar composta bem mais interessante.

Cores análogas compostas


Adobe Kuler**


Existem várias ferramentas on-line disponíveis para a criação de paletas de cores. Uma que gosto muito é a Adobe Kuler.  Ela não é criada pra se trabalhar especificamente com moda, e sim com os programas da Adobe (Photoshop, Illustrator, etc), mas eu utilizo ela perfeitamente para criar minhas paletas de peças de crochê.

O Kuler é baseado no disco cromático e permite que você crie suas cartelas, compartilhe com outros e também explore as cartelas criadas dos outros usuários. É possível utilizar esses conceitos que citei acima, criando paletas automaticamente como também criar livremente, arrastando as cores como você quiser.

Depois de criar, você pode salvar seus temas de maneira privada, pública e baixar as paletas criadas pra ser utilizadas nos programas da Adobe (não vem ao caso). É preciso criar uma conta para isso.

A ferramenta da Adobe. Disponível em kuler.adobe.com

Exemplos de cores harmônicas


Vejamos alguns modelos retirados em pesquisa pela internet que utilizam esses conceitos nas paletas de cores.

Harmonia utilizando cores complementares e um pouco composta.

Harmonia utilizando cores Análogas

Harmonia utilizando cores Monocromáticas

Harmonia utilizando cores Complementares

Harmonia utilizando cores Análogas.
O detalhe: com a sandália temos uma harmonia de cores tríade.

Hamonia de cores Composta

Bom, aí está a minha experiência na hora de escolher minhas paletas. Espero ter ajudado um pouco na hora de decidir a sua combinação de cores!




*Esses conceitos são básicos e utilizados amplamente na moda, arquitetura, design, marketing, etc.
**Post não patrocinado

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

As negrinhas que tanto amo!

Ultimamente eu estou apaixonada pelos fios de Poliamida e/ou Poliéster.

Eu descobri eles meio que por acaso numa lojinha que tinha acabado de abrir.
Assim como toda crocheteira, eu passo horas nas lojas escolhendo os fios. Daí que eu estava lá verificando uns fios de algodão e vi na última prateleira, meio que abandonado uns 4 tubos de fios da Kone. A cor era linda! Goiaba. Um brilho que nunca tinha visto antes. Foi amor à primeira vista. "Vou levar uns 5", pensei eu. Até saber do preço: R$18,00 cada cone. "Vou levar só um"... Mudei de ideia rapidamente. Não estava preparada financeiramente pra um rombo desses.

O fio da Kone. A cor e brilho desse fio são incríveis.
Pena não poder encontrá-lo mais.
Dias depois resolvi fazer uma peça com o fio. Logo descobri que precisaria de mais cones. Eles são bem fininhos e eu não gosto de trabalhar com fios daquela espessura. Rezando pra que ainda estivessem lá, voltei na loja. Comprei mais uns 3 cones e comecei a fazer um vestido inspirado em um modelo da Vanessa Montoro que eu estava paquerando há dias.

Comecei a peça e logo logo vieram as primeiras impressões.
Descobri que eles são bem chatinhos de se trabalhar. Além de desfiarem bastante, o trabalho tende a ficar muito mole e, se não tomar cuidado, você acaba danificando a peça enquanto confecciona. Tive que utilizar toda a minha (pouca) paciência para confeccionar o vestido.

Confesso que alguns meses se passaram para eu terminar, já que tinha que fazer com muito cuidado. No entanto, quando terminei fiquei apaixonada! O caimento da peça é incrível. Desde então esses fios se tornaram meus preferidos, e vi que todo o sacrifício e paciência exigidas na confecção valem a pena.

Essa foi a peça confeccionada com o primeiro fio 'Negrinha' da Kone:

Essa cor me fascina
Detalhe do busto

Aqui dá pra perceber o caimento das peças feitas com esse tipo de fio.
Elas ficam com bastante movimento, característica difícil de conseguir com fios de algodão.

Então a saga começou. Vi que esses fios são difíceis de se achar. Talvez pelo fato de o preço ser mais caro que os fios que costumamos comprar nos armarinhos, as lojas não o oferecem e quando o fazem, há escassez de cores.

Daí a pesquisar pela internet, encontrei o post da Ivelise, explicando as variedades de fios, que são chamados de 'Negrinha' (não consegui descobrir o porquê desse apelido, se alguém souber explicar, fique à vontade).

Depois de ver o post, pesquisei sobre onde poderia encontrar os fios e cheguei à Loja online da Fios Ideal.
Desde então sempre faço compras por lá. É super prático e muito tranquilo de comprar. Já comprei, inclusive, vários outros tipos de fios disponíveis na loja. O meu favorito: Negrinha Cordonê, de Poliéster.

Abaixo algumas fotos dos fios que já usei da empresa, nem todos Negrinha.

A Negrinha Cordonê (TEX 265)

Negrinha Correntinha (TEX 487)

Detalhe do fio Negrinha Correntinha, mostrando porque leva esse nome.
É um fio grosso, ótimo para ser utilizado na confecção de acessórios.

Negrinha Tubular (TEX 1150). Fio extremamente grosso.
Ele é achatado lembrando uma fita de cetim
Outro fio que gostei bastante foi o da Filare Têxtil: o Filare Cordonê, de Poliamida. Esse fio é um pouco mais popular que os outros, é mais fácil de achar nas lojas e possui uma cartela de cores mais vasta.

Fio da Filare

Apesar de a cartela de cores da Negrinha Cordonê ser bem menor que a da Filare, elas se complementam.

A tímida porém interessante cartela de cores da Negrinha Cordonê.

Cartela de cores da Filare Cordonê.

Como disse acima, os preços desses fios são mais caros que a média, variando entre R$15,00 a R$20,00, e, se você for como eu e não gostar de trabalhar com fios finos demais, sempre considere o dobro do preço, pois você vai precisar usar o fio duplo. Entretanto, posso dizer que vale cada centavo.

Se você conhece, gosta de algum fio 'Negrinha' e quer compartilhar, deixe seu comentário!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Fios Yanabey



Nesses últimos dias tive uma agradável oportunidade. Um amigo viajou para a Argentina e, de supetão me veio a ideia de pedir para que ele trouxesse os famosos e (quase) inatingíveis fios de seda da Yanabey.

Antes de ele comprar, entrei em contato com o pessoal da empresa, através da fan Page no Facebook , onde fui prontamente atendida.

Por lá me informaram as características do fio, assim como o endereço da loja em Buenos Aires e disponibilidade da cor que eu queria.

A seguir minhas opiniões sobre o fio.

O produto


Assim como os fios de seda que tenho visto, ele é vendido pelo peso, porém separados em meadas. Uma meada pesa aproximadamente 170 gramas - cálculos feitos: 6 meadas = ~1Kg. Isso significa que é necessário desenrolar a meada e enrolar um fio em algo para que se possa trabalhar sem criar nós.


Preço


1Kg de fio custa $355 (aproximadamente R$ 120,00).
Caro, se comparado aos fios comuns nacionais, barato se comparado aos fios de seda nacionais.

1 Kg de fio.

Torção/Composição


Na página da empresa, na breve descrição dos fios, é informado que é Seda Vegetal.

Em contato com a empresa fui informada que a matéria prima dessa seda é Rayon.

Segundo uma pesquisa que realizei, o Rayon:

É um dos materiais mais peculiares no uso comercial hoje. Ela não é necessariamente uma fibra artificial, uma vez que é derivada de celulose encontrada na natureza. Não é, porém, uma fibra artificial, pois a celulose requer um processamento extensivo para virar Rayon. Rayon é normalmente classificada como uma fibra manufaturada e considerada como 'celulose regenerada'.
Ou seja, o Rayon nem é natural, nem é sintético. Curioso, não?

A textura do fio é um pouco mais seca que o fio de seda animal, não possuindo aquele toque extremamente macio característica desse tipo de fio. Entretanto não chega a ser áspero, pelo contrário: é muito gostoso.

A torção deixa um pouco a desejar. Quando se desenrola a meada, percebe-se isso imediatamente.
Durante a confecção de uma peça isso atrapalha bastante.

Ou seja, na minha opinião, numa escala de 1 a 10, se comparado ao fio de seda animal (nota 10), o fio leva uma nota 8.

Espessura


Apesar de não ter encontrado em nenhum lugar a titulação do fio, posso dizer que deve ser algo em torno de TEX 290-320. Tem uma espessura bastante parecida com o fio Anne, da Círculo, sendo ligeiramente mais grosso.

Detalhe mostrando a espessura do fio

Cores


Na página do fio há uma vasta variedade de cores, porém nem sempre é possível encontrá-los. No meu caso gostaria do fio na cor salmão e não tinha. Houve um contratempo e não pude informar a outra cor que gostaria a meu amigo, sendo assim, me enviaram um rosa.
Essa era a cor que eu gostaria

Essa foi a cor enviada

Um ponto que pude perceber, em relação à cor, é a uniformidade que não é boa. Há trechos do fio que são mais escuros, outros mais claros, mas não sei dizer se isso é algo comum em fios tingidos.
Um segundo ponto é que, dentre as 6 meadas que comprei, uma delas veio num tom bem mais claro que as outras. Isso vai ser um problema.

É possível perceber que a quarta meada, de baixo para cima, tem uma tonalidade ligeiramente mais clara.

Amostra


Já comecei um trabalho com o fio. Como mencionado antes, devido à torção ser bem frouxa, ele desfia muito e o processo de execução do trabalho é bem lento. Entretanto o produto final é compensador. O caimento é magnífico e o toque bem sedoso

Conclusões

É um bom fio?
Sim, é!
Compraria novamente?
Com certeza! ComprarEI novamente!

Eu gostei bastante do fio. Claro que depois de ter conhecido os fios do Casulo Feliz, as expectativas da gente ficam lá em cima em relação aos fios importados. Mas posso dizer que é sim um fio que eu compraria mais vezes, principalmente pelo preço ser mais em conta, em relação às opções nacionais.

Infelizmente só se compra o fio indo até a Argentina. Eles definitivamente não entregam no Brasil, sem chororô (como já tentei antes).

Se você não vai comprar pessoalmente e possui algum contato com alguém da Argentina (ou que vai viajar pra lá) que vai trazer os fios para você:

1 - Visite a página de cores antes e decida a cor que lhe agrada.
2 - Entre em contato com a empresa pra saber se na unidade onde vai comprar tem a cor que você deseja, na quantidade que você deseja
3 - Informe todas as outras opções de cores no caso de não ter a que deseja ao seu contato e também a quantidade exata. Informe também o preço, para que seu contato esteja preparado financeiramente no momento da compra.

E você tem alguma dica ou experiência com os fios dessa empresa? Tá indo pra Argentina e vai comprar fios?
Compartilhe com a gente! De repente você recebe algumas encomendas!



Entrevista - Ivelise Barssotti


Gente a partir deste post, começo uma série onde vou entrevistar as pessoas que praticam a arte do crochê, nossas queridas artesãs.

Meu intuito com isso é compartilhar e conhecer os diferentes trabalhos e técnicas dessa arte com as pessoas que são experts no que fazem.

Para começar essa série, escolhi uma pessoa que é apaixonada por crochê,  a Ivelise Barssotti. . Ela é craque em Crochê Irlandês, uma técnica super delicada e que exige bastante paciência e paixão da pessoa que o executa.

Ivelise é simples e bastante discreta (foi até difícil encontrar uma foto dela pra mostrar aqui!). Na sua fan page no Facebook ela mostra diariamente os trabalhos que realiza, assim como dá dicas e compartilha inspirações e pensamentos sobre o artesanato.


A Ivelise e sua arte

Vejam a entrevista:

Nome 

Ivelise Barssotti

Cidade

Itajubá - Minas Gerais

Técnica que domina

Crochê, vestuário e decoração.

Tempo de trabalho

Cerca de 11 anos

Como aprendeu?

O início de tudo mesmo, foi com aqueles desenhos das mãozinhas tecendo os pontos básicos nas revistas nacionais. Não havia internet, videos etc acessíveis para mim naquele momento.

Crochê: Ocupação ou Hobby?

O crochê é um hobby que eventualmente me gera renda. Como não trabalho sob encomenda eu produzo livremente e espontaneamente, oferecendo peças a pronta entrega.

Inspirações

As artesãs russas ,ucranianas em geral do leste europeu com seus trabalhos fantásticos.

A Ivelise artesã é...

Como artesã, sou uma pessoa dedicada que se propôs a aprender uma técnica até então nova para mim, o que me dá muito prazer e que gerou também  muito estudo e dedicação.

A peça de orgulho

Bem eu sinto um carinho especial por mais de uma peça, mas para citar uma seria o conjunto Vestido e bolero 'Otília'
O conjunto 'Otília'

E a de vergonha

Eu não diria que não tive prazer, mas me deu muito trabalho até porque eu estava bem no início do meu aprendizado. Foi este vestidinho com florzinhas no decote. 

Primeira peça

Eu não me lembro exatamente qual foi a primeira peça em crochê tradicional, porém posso afirmar qual foi minha primeira peça em crochê irlandês.
Foi essa blusa bege em crochê irlandês moderno com crochê tradicional.

Frente e verso da blusa

Fios ou utensílios prediletos

Gosto do fio Mercer Crochet, devido a resistência e durabilidade, mas também gosto da Esterlina, não é tão durável quanto a anterior mas é muito boa.
Eu adorava o extinto Negrinha que infelizmente seu fabricante parou de fabricar essa beleza de fio.
Quanto às agulhas eu uso das mais básicas até as famosas Clover. Não tenho uma predileção por nenhuma.

Estilo

Eu gosto de tecer peças decorativas! Mas por ironia são as que quase nunca teço, devido a procura não ser tão grande..
Colchas eu amo fazer!
As peças de vestuário feminino adulto são sem dúvida as que o meu público mais procura em especial na técnica do crochê irlandês moderno.
Peças infantis também gosto muito de tecer! Em especial os casaquinhos.

Outros dons

Além do crochê, porém ainda dentro do tema artesanato, eu gosto muito de bordar! Ponto livre ou também conhecido como bordado da vovó.
Mas sou 100% amadora!
Faço por puro prazer....

E pra finalizar: a dica de ouro

Penso que a dica de ouro é mais baseada na minha postura de vida.
Não espere de ninguém, nada, nunca.
Se você quer aprender algo, corra atrás!
Vai ser difícil sem ter alguém pegando na sua mão, porém o caminho  percorrido lhe trará muita gratificação.
Os incompetentes  arrumam desculpas, os obstinados vão lá e fazem.

E essa é a Ivelise. Simpática, sincera e determinada.


Se você gostou do trabalho da moça, entre em contato com ela! Ela tem um blog - Ivelise Feito à Mão - uma fan Page no Facebook.

Espero que tenham gostado!




quarta-feira, 20 de agosto de 2014

E quando nem sempre é do jeito que a gente quer...

Vou contar uma historinha de como eu contornei uma situação chatinha que aconteceu comigo nesse último mês.

Eu fui num armarinho pertinho de casa e comprei vários fios Rayza. Simplesmente por comprar, sem nenhuma peça em mente. Escolhi as cores que me agradavam e pronto.
No meio dos fios, havia um cone de cor magenta (mais precisamente a cor Cereja). Apenas um. Acho que devo ter pensado em usar junto com outra cor e fazer uma roupa colorida, algo assim.
Algumas semanas depois eu comecei a confeccionar uma peça: um vestido. Logicamente um cone apenas não era suficiente, e planejei voltar à loja para comprar outros, do mesmo lote.
Eis que me surpreendo ao chegar na loja, vasculhar o estoque inteiro de fios e não encontrar nada.

Quase desesperei, mas mantive a calma e fui em outro ponto de Brasília que é bem diversificado em fios: o Taguacenter. Andei em todas as lojas e nada de achar a cor. Sequer achei lojas que vendessem os fios Rayza.

Agora era a hora de desesperar.

Voltei no armarinho perto de casa, implorei pro dono da loja fazer pedido com o fio dessa cor de fio e ele me prometeu que faria, mas que a loja não está tendo muitas opções de cores.
Um mês se passou e eu retornei na loja. Eles não fizeram o pedido.
Apelei para internet. Depois de muita pesquisa encontrei somente o Armarinho São José que vendia fios Rayza, e vendia a cor Cereja! Rapidamente fiz o pedido do fio, juntamente com outros fios para compensar o frete.
Dois dias depois, recebi um email da loja, dizendo que havia faltado itens do meu pedido em estoque. Advinha qual? Claro, o fio Rayza!
Reclamação vai, conversa vem, eles disseram que a própria fábrica não estava mais produzindo essa cor.

E agora?? O vestido já estava iniciado e o que havia de fio não daria sequer pra fazer uma blusa (daria pra fazer um top cropped, mas não ouso mostrar a barriga na minha idade, rs).

Assim estava o vestido. Foto de celular, por isso a má qualidade da imagem.

Bomba na mão.


Um belo domingo de sol eu tive uma ideia (daquelas dignas de aparecer uma lâmpada na cabeça, que nem em desenhos animados!) : Vasculhei meu armário de costuras e achei um tecido de seda que havia comprado há mais de um ano e nunca havia feito nada com ele. "Pronto, farei uma blusa!"

Cor dor no coração, desmanchei algumas partes do que já tinha feito de forma que virasse uma espécie de babador.

O 'babador'

Depois cortei o tecido de seda, costurei e finalizei a blusa.




E não é que ficou bonitinha!




Lessons learned


Após essa experiência, posso tirar algumas lições:

1 - Sempre ter em mente o que deseja fazer, na hora de comprar fios.
2 - Não sabe o que fazer, mas viu aquele fio lindo na loja e quis trazer? Compre o suficiente para fazer um vestido ou algo maior
3 - Tem pouco fio em casa mas quer fazer algo maior? Pesquise primeiro nas lojas se existe o fio (do mesmo lote) antes de começar a peça.
4 - Não tem o fio? Não comece.
5 - Começou e não achou mais o fio (como eu fiz)? Não desespere! Pense fora da caixa!

E você? Já passou por alguma situação que, a princípio estava tudo perdido mas conseguiu reverter para algo bom? Compartilhe com a gente?